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HISTÓRIA DE BATURITÉ - Fonte - PMB

     A Tribo indígena Baturité deu o nome à Serra; e esta denominação estendeu-se ao território que atualmente pertence ao Município. Não são unânimes, todavia, os estudiosos em relação à origem do vocábulo.
          Enquanto uns - José de Alencar entre eles - querem que seja um derivado de "batuíra" e "eté", que quer dizer valente nadador, outros admitem ser uma corruptela de "ibi", terra, "tira", alta, e "eté", verdadeira por excelência. De ibi-tira-eté - serra verdadeira - ter-se-ia originado o topônimo.
          Quanto ao devassamento do território, as mais antigas referências que se conhecem vêm do ano de 1746, quando Inácio Moreira Barros e André Moreira de Moura fizeram uma petição ao Capitão-mor, Governador da Capitania do Ceará Grande, João de Teive Barreto de Menezes, para que lhes fosse concedida uma sesmaria entre o rio Choró e a serra de Baturité.        

Origem topônimo: Palavra indígena que, para José de Alencar vem de Baturieté,  "narceja (uma ave) ilustre", comoposta por BATUIRA E ETÉ, nome que tomra o chefe potiguara e na linguagem figurada significa "valente nadador". Conforme Von Martius quer dizer: "certo aço", corrutela de EPO (por ventura) e ITA-ETË (aço). Paulino Nogueira não aceita estas versões e emite a sua opnião: uma corrutela do IBI + TIRA + ETÉ em que IBI (terra), TIRA (alta), isto é serra; desta anteriores e diz: o verdadeiro nome nunca foi Baturité e sim BATIETÉ, que decomposto na língua tupi vem a ser BU (sair, rebentar, sair da fonte), TY (água) e ETE (boa) que exprime "sair água boa", alusão às inúmeras fontes de água cristalina que jorram da serra. Pedro Catão, estudioso da história Cearense, escrevendo sobre nomes indígenas do município de baturiteense, diz que sempre ouviu na Amazônia, o nome BATU, da língua geral, significando "monte serra", e sendo ETE desinencia superlativa Baturité em realidade, significaria verdadeira serra, por excelência"!
          Antônio Martins Filho e Raimundo Girão (em Ceará) afirmam: a "etimologia dada por Paulino Nogueira está certa. Somente em TIRA cumpre dizer ITIRA ou ATIRA, "o monte, o monte", cuja análise fonética é a seguinte: YBY, em que Y representa I U, envolve ambos) os portugueses figeram IBI ou UBU como de ATYRA fizeram ATURA! Na composição ficou IBATURA, que logo deu BATURA com a queda da vogal inicial átona, fenômeno muito comum na acomadação portuguesa o tupi. BATURA seria o "montão" ou monte de terra", isto é, a serra; a que para exprimir essa a principal, a verdadeira ou real, por isso que excede de muito a qualquer outra região, juntaram os índios o sufixo ETÉ. Daí Baturité e, sucessivamente, de acordo como as regras conhecidas: BATUETÉ E BATURITÉ. Assim, consequentemente, expressão "serra de Baturité". Assim consequentemente a expressão "serra de Baturité" é pleonástica, poisBaturité já diz serra"!

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